Utilização de inteligência artificial no combate a leishmaniose visceral como estratégia de política pública em saúde
Resumo
A Leishmaniose Visceral (LV), zoonose considerada negligenciada e grave, é provocada por um parasita conhecido como Leishmania, o principal reservatório urbano do agente são os cães. As ações de vigilância e controle da LV são norteadas e recomendadas pelo Ministério da Saúde (MS), e a execução destas atividades são conduzidas pelos municípios e o Distrito Federal. Essas ações devem abranger os reservatórios, os humanos e o meio ambiente, além de educação em saúde. Com base em evidências científicas, o MS incorporou o projeto de encoleiramento canino com coleiras impregnadas com inseticida deltametrina 4%, que impede a ação do vetor sobre os reservatórios. Os profissionais responsáveis por realizar essas ações em saúde são os Agentes de Controle de Endemias (ACEs), que por sua vez enfrentam diversas dificuldades no acesso a informações confiáveis e relevantes sobre a doença e os ciclos de encoleiramento, que englobam as atividades do MS. Levando em consideração a gravidade da doença e a sua importância na saúde pública, o presente trabalho teve o objetivo de produzir um aplicativo de conversação automática, voltado para os ACEs, possibilitando o acesso rápido a informações e com respostas de dúvidas pertinentes sobre a doença e as atividades de encoleiramento. Como metodologia, foi utilizado a plataforma Typebot, para o desenvolvimento do fluxo de mensagens, posteriormente publicado na internet, onde qualquer pessoa com o link possui livre acesso ao ChatBot que por sua vez foi denominado de Leish. Info. O aplicativo de conversação automática foi validado por profissionais dos municípios: Francisco de Sá; Monte Azul; Grão Mogol; Jaíba e Josenópolis. A ferramenta em questão não possibilita a identificação dos usuários. Como resultado, o Leish. Info. consta com mais de 60 caixas de texto, incluíndo perguntas e respostas. Por fim, o ChatBot se mostrou ser uma ferramenta rápida e de fácil acesso para os profissionais que necessitam de respostas imediatas e seguras, sendo possível auxiliar os ACEs durante o programa de encoleiramento do MS.
Palavras-chave
Leishmaniose Visceral; Agente de Controle de Endemias; ChatBot; Ministério da Saúde; Zoonoses.
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PDFDOI: https://doi.org/10.5102/pic.n0.0.10922
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