Associação das características sociodemográficas, clínicas, hábitos de vida e força muscular com a composição corporal de pessoas idosas com diabetes mellitus

Alícia Maciel Levenhagen Pinto, Mateus Medeiros Leite

Resumo


Com o envelhecimento populacional, a prevalência de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), como o diabetes mellitus (DM), aumenta, impactando a saúde e a qualidade de vida dos idosos. O presente estudo teve como objetivo verificar a associação entre características sociodemográficas, clínicas, hábitos de vida e força muscular com a composição corporal de idosos com diabetes mellitus na atenção primária à saúde. A pesquisa foi um estudo transversal, descritivo e exploratório, com abordagem quantitativa, realizado em colaboração com o Programa de Pós-Graduação em Ciências e Tecnologias em Saúde da Universidade de Brasília (UnB) e uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do Distrito Federal. A amostra foi composta por 138 idosos com diagnóstico de DM tipo 2, recrutados por contato telefônico a partir dos registros da UBS. Os instrumentos utilizados incluíram um questionário semi estruturado para dados demográficos e clínicos, o Mini Exame do estado Mental (MEEM) para avaliação cognitiva, o International Physical Activity Questionnaire (IPAQ) para o nível de atividade física, avaliação antropométrica (IMC e circunferência da cintura), avaliação da composição corporal por DEXA e força de preensão manual com dinamômetro. Os resultados mostraram que 84,06% dos idosos tinham uma composição corporal com percentual de gordura alterado. Ser trabalhador foi associado a uma menor chance de percentual de gordura alterado (p=0,015). O uso de insulina também foi significativamente associado a uma menor chance de percentual de gordura alterado (p=0,024). Por outro lado, ter a circunferência da cintura alterada e o IMC elevado foram significativamente associados a uma maior chance de percentual de gordura alterado (p<0,001 e p<0,001, respectivamente). Por fim, o etilismo foi associado a uma menor chance de percentual de gordura alterado (p=0,035). Em conclusão, os resultados destacam a prevalência de percentual de gordura alterado na população idosa com DM, além de associações significativas com o estado ocupacional, uso de insulina, circunferência da cintura e IMC. Esses achados reforçam a necessidade de ações de saúde que se concentrem no controle desses indicadores na atenção primária para melhor manejo do DM e suas comorbidades.

Palavras-chave


Pessoas idosas; Diabetes mellitus; Composição corporal; Força muscular; Atenção primária em saúde.

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DOI: https://doi.org/10.5102/pic.n0.0.10827

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