Rendimento de dianteiro, traseiro e ponta de agulha em meia-carcaça de novilhas meio sangue angus criadas no Distrito Federal

Catarina Sales Abraham, Carlos Alberto da Cruz Junior

Resumo


A intensificação dos sistemas de produção de carne bovina tem impulsionado pesquisas voltadas à eficiência produtiva e ao abate precoce de animais, com foco especial no cruzamento industrial. Nesse contexto, o uso de fêmeas meio-sangue Angus vem ganhando destaque, devido à sua precocidade, qualidade de carcaça e elevado desempenho em sistemas de terminação intensiva. Tradicionalmente, fêmeas são destinadas à reposição de plantel, porém, frente às exigências do mercado por carne de qualidade e menor tempo de produção, torna-se relevante avaliar o potencial produtivo dessas fêmeas para o abate precoce. No presente estudo foram avaliadas características de 230 carcaça de fêmeas cruzadas (½ Angus x Nelore) com 18 meses submetidas a sistemas intensivos de criação e terminação em confinamento por 90. O peso médio dos animais vivos foi de 21,49 arrobas. O rendimento médio de carcaça foi de 55,84%. Verificou-se perda por frio com valor médio de 1,19% do peso quente da meia carcaça ao final do abate. Conclui-se que o uso de fêmeas meio-sangue Angus (½ Angus × Nelore) submetidas ao sistema intensivo de terminação pode se tornar uma estratégia viável, eficiente e promissora para o abate precoce, sem comprometer a qualidade da carcaça, apresentando resultados semelhantes aos dos machos.

Palavras-chave


abate, cruzamento industrial, frio, bovino, peso vivo.

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DOI: https://doi.org/10.5102/pic.n0.0.10912

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