Perfil clínico-epidemiológico de pacientes com hérnia diafragmática em uma unidade de terapia intensiva neonatal do Distrito Federal

Julia Rafaella Mourao Parente, Maria Gabriela Pinheiro Pereira, Miriam Martins Leal

Resumo


A hérnia diafragmática congênita consiste na herniação do conteúdo gástrico para a cavidade torácica devido a defeito no fechamento diafragmático. Esse estudo tem como objetivo analisar a epidemiologia e a conduta clínica dos recém nascidos com hérnia diafragmática internados na UTIN de referência do Distrito Federal, nos últimos 5 anos, bem como seus desfechos. É um estudo descritivo, retrospectivo, de análise de prontuário, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos. Para análise estatística foram utilizados testes qui-quadrado e demais métodos adequados à caracterização da amostra. No total, 18 pacientes foram incluídos, dos quais 83,3% tiveram o diagnóstico realizado ainda no pré-natal. A maioria era de recém-nascidos a termo (72,2%), com peso adequado (83,3%), enquanto 27,8% eram prematuros. Houve discreto predomínio do sexo feminino (61,1%). Com relação às condições ao nascer, a asfixia neonatal esteve presente em 16,7% dos casos. Antes da cirurgia, o uso de óxido nítrico inalatório foi necessário em 22,2% dos pacientes, refletindo a gravidade da hipertensão pulmonar persistente. No período pós-operatório, observaram-se complicações em número significativo, sendo o derrame pleural a principal (37,5%), seguido de choque hemodinâmico (12,5%), deiscência de tela (12,5%), hérnia incisional (12,5%), hipertensão pulmonar (12,5%) e isquemia intestinal (12,5%). Quanto aos desfechos, 50% dos pacientes receberam alta para enfermaria, 33,3% receberam alta para domicílio e 16,7% evoluíram para óbito. Conclui-se que a hérnia diafragmática congênita permanece como uma condição de grande impacto na neonatologia, entretanto com uma abordagem multidisciplinar intensiva e acompanhamento contínuo é possível a redução da morbimortalidade e melhoria dos desfechos clínicos.

Palavras-chave


hérnia diafragmática; diagnóstico; unidade de terapia intensiva neonatal.

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DOI: https://doi.org/10.5102/pic.n0.0.10899

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