Fatores psicossociais e risco de proteção para o comportamento suicida no contexto do ensino superior
Resumo
O comportamento suicida constitui um grave problema de saúde pública e apresenta elevada prevalência entre jovens universitários, especialmente na fase de adultez emergente, marcada por transições e desafios acadêmicos, pessoais e sociais. Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre fatores de risco e fatores de proteção psicossociais e a manifestação do comportamento suicida em estudantes universitários. Participaram 146 estudantes, com idades entre 18 e 63 anos, matriculados em instituições públicas (61,5%) e privadas (38,5%) de diferentes áreas de formação. Os instrumentos utilizados incluíram a Escala de Percepção de Suporte Social, Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse, Escala de Avaliação de Fatores de Risco e Proteção no Ensino Superior e o Inventário de Razões para Viver. As análises foram conduzidas no software R, incluindo análise fatorial confirmatória e modelagem por equações estruturais. Os resultados indicaram índices de ajuste adequados para todos os instrumentos e confirmaram a normalidade multivariada dos dados. O modelo estrutural apresentou bom ajuste (CFI = 0,94; RMSEA = 0,057) e explicou 44% da variância em razões para viver. Maiores níveis de fatores de proteção, suporte social percebido e idade associaram-se positivamente à variável dependente, enquanto fatores de risco psicossocial tiveram efeito negativo significativo. Os achados reforçam o papel central de variáveis psicossociais como preditores da motivação para viver e destacam a importância de políticas institucionais e intervenções preventivas que fortaleçam recursos protetivos e minimizem riscos no ambiente acadêmico.
Palavras-chave
comportamento suicida; fatores de risco; fatores de proteção; estudantes universitários; suporte social.
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PDFDOI: https://doi.org/10.5102/pic.n0.0.10792
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